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domingo, 24 de outubro de 2010

Brasil: Cidadania e analfabetismo. Leia!

Eleição de Tiririca expõe Brasil dos analfabetos Apesar de o país abrigar um contingente de 14,1 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, projetos para acabar com essa triste estatística não tiveram espaço nos programas dos candidatos
Envergonhada, a diarista Luzia Silva de Araújo, de 53 anos, olhava para todos os lados ao entrar na seção de votação e ficava aliviada quando não avistava outros eleitores. Dos mesários, não dava para escapar. Eles descobririam de qualquer maneira quando ela assinasse o caderno de presença com o dedão. “Ser analfabeta é humilhante. Eu tentava esconder isso na hora de votar”, diz. Ela espera deixar o status em breve, mas, por enquanto, integra o batalhão de 14,1 milhões de brasileiros iletrados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 (Pnad). O contingente é maior do que a população de países como Portugal, Bolívia e Bélgica. Mas o tamanho do antigo problema não foi suficiente para ganhar espaço nas propagandas de televisão e rádio dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e só ganhou destaque nas eleições quando o palhaço Tiririca (PR-SP), eleito deputado federal mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, foi apontado como analfabeto pelo Ministério Público.

Enquanto a polêmica sobre a diplomação ou não de Tiririca como deputado ganha as ruas, o analfabetismo como problema social ainda não foi citado em debates televisivos no segundo turno. Entre os concorrentes à Presidência, o tema foi brevemente tratado no primeiro turno, quando Marina Silva (PV) comentava que não sabia ler até os 16 anos. Nas poucas vezes em que foram questionados pela então candidata, Dilma e Serra não se aprofundaram em propostas, limitando as respostas ao “vou investir em educação”. Quase esquecido pelos adversários, o mundo dos analfabetos diminui a passos lentos. Em relação a 2008, o índice do ano passado mostra redução de apenas 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetos com mais de 15 anos.

Se depender da velocidade de queda na taxa, o cumprimento das metas para o fim do analfabetismo no país exigirá esforços extras. Segundo acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2015 o Brasil deverá ter 6,7% de iletrados. Mas, se o ritmo de redução dos últimos anos for mantido, em 2015 o país ainda registrará 7,9% de analfabetos. Há ainda outra meta: o Plano Brasil 2022, do governo federal, prevê que o problema social esteja erradicado em 2022. Mas especialistas da área não acreditam que a conquista seja comemorada no prazo e alertam que o resultado dependerá de mais investimento na área. “Se não houver mais compromisso e seriedade dos gestores, só a biologia se encarregará em acabar com os analfabetos. Ou seja, quando eles morrerem, teremos estatísticas melhores. É uma vergonha”, comenta o senador Cristóvam Buarque (PDT).

O fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode receber a amarga notícia para os petistas de ter avançado menos do que a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no combate ao analfabetismo. Em 1995, primeiro ano do tucano, havia 15,6% de iletrados no Brasil, segundo a Pnad. O ex-presidente terminou o mandato em 2002 com 11,8%, registrando queda de 3,8 ponto percentual em oito anos. Já no começo do governo Lula, em 2003, o país tinha 11,6% de analfabetos. O último levantamento, em 2009, apontou 9,7%. Em sete anos de PT, o índice caiu 1,9 ponto percentual.

Comparação

A lenta redução coloca o Brasil entre os piores índices percentuais de analfabetos da América Latina. Segundo estatísticas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), de 2005, quando havia 11,1% de iletrados no Brasil. O país estava atrás de países mais pobres, como Barbados, Belize, Paraguai e Trinidade e Tobago, em números de alfabetizados. E, se as taxas de outros países se alteraram pouco, possivelmente a posição brasileira no ranking não deve ter melhorado com a queda nos últimos anos. Em 2005, o Peru estava à frente do Brasil com 8,4%. Cinco anos depois, o país continuaria atrás, com 9,7%.

A alfabetizadora da rede municipal de ensino de Belo Horizonte Roselene Ferreira, integrante da coordenação do EJA na Escola Municipal Deputado Milton Salles, acrescenta que a alfabetização deve ser vista como processo emancipatório. “Antes o analfabeto era visto como incapaz. Hoje é observado como um sujeito com amplo conhecimento que deve ser ampliado”, diz. A aluna Mônica Márcia, de 39, faz parte do grupo do colégio e vibra com os primeiros avanços. “Já sei escrever meu nome, mas ainda tenho de me esforçar.”

Amanda Almeida - Estado de Minas
Publicação: 24/10/2010 07:05 Atualização: 24/10/2010 07:16

domingo, 17 de outubro de 2010

O que Mônica Serra, esposa do candidato José Serra, diz sobre o aborto mesmo?

RESPEITEMOS A DOR DE MÔNICA SERRA
Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Mônica Serra.
Aqui venho deixar a minha indignação no posicionamento escorregadio de José Serra, que no debate de ontem, fazia perguntas com o intuito de fazer sua campanha na réplica, não dialogando em nenhum momento com a candidata Dilma Roussef.
Achei impressionante que o candidato Serra EVITA tocar no assunto da DESCRIMINALIZAÇÃO do aborto, evitando assim falar de saúde pública e de respeitar tantas mulheres, começando pela SUA PRÓPRIA MULHER. Sim, Mônica Serra já fez um aborto e sou solidária a sua dor.
Com todo respeito que devo a essa minha professora gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Mônica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de 4 meses, Mônica Serra decidiu abortar, pois seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o estado.
Assim, repito a pergunta corajosa de minha presidente, Dilma Roussef, que enfrenta a saúde pública cara a cara com ela: se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto clandestino, o estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?
Nesse sentido, devemos prender Mônica Serra caso seu marido fosse eleito presidente?
Pelo Brasil solidário e transparente que quero, sem ameaças, sem desmerecimento da fala do outro, com diálogo e pelo respeito a dor calada de Mônica Serra.

Referência: http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4738103-EI15311,00-O+que+Sheila+Ribeiro+escreveu+em+seu+Facebook.html

sábado, 16 de outubro de 2010

A disputa no 2º Turno está acirrada!

16/10/2010 00h52 - Atualizado em 16/10/2010 01h18

Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo Datafolha

Na média nacional, Dilma tem 54% dos votos válidos, contra 46% de Serra.
Instituto fez 3.281 entrevistas na quinta-feira (14) e na sexta-feira (15).

Do G1, em Brasília
O Datafolha divulgou na noite desta sexta-feira (15) mais uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Na média nacional, segundo o levantamento, a candidata petista Dilma Rousseff tem 54% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), contra 46% do tucano José Serra. Nos votos totais (que contam brancos, nulos e indecisos), a petista tem 47%, e o tucano, 41%.
Pesquisa DatafolhaPesquisa Datafolha (Foto: Editoria de Arte / G1)

Além dos números gerais, o Datafolha também calculou o percentual alcançado pelos candidatos em segmentos do eleitorado como sexo e nas regiões do país. O quadro ao lado mostra as intenções de voto totais (que não incluem brancos, nulos e indecisos) de Dilma e Serra apuradas pelo instituto.
Eleitorado masculino e femininoEntre os homens, Dilma aparece com 51% das intenções dos votos totais, contra 39% de Serra. Já entre as mulheres, Dilma e Serra têm, individualmente, 43% das intenções
Por regiãoNo Norte/Centro-Oeste, Dilma foi de 44%, apurados no levantamento de 10 de outubro, para 45%, e Serra manteve os 46% da pesquisa anterior.
No Sudeste, Dilma foi de 41% para 43%, enquanto Serra se manteve em 44%.
No Sul, Dilma foi de 43% para 40%; novamente, Serra manteve o índice anterior, de 48%, de acordo com o Datafolha.
No Nordeste, Dilma passou de 62% para 60%; Serra foi de 31% para 30%.
Sobre a pesquisaPara o levantamento divulgado nesta sexta-feira, o Datafolha fez 3.281 entrevistas na quinta-feira (14) e na sexta-feira (15). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Segundo o instituto, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem 54% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), e o candidato do PSDB, José Serra, 46%. Pela margem de erro, Dilma pode ter de 52% a 56%, e Serra, de 44% a 48%.
Considerando-se os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a petista tem 47%, e o tucano, 41%. Brancos e nulos somam 4%, e 8% disseram não saber em quem votar.
Na pesquisa anterior, Dilma registrou 48%, e Serra, 41%. Brancos e nulos somaram 4%, e indecisos, 7%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 35746/2010.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pesquisa Ibope - 2º Turno 2010

14/10/2010 00h06 - Atualizado em 14/10/2010 00h06

Veja intenções de voto à Presidência por sexo e região, segundo o Ibope

Na média nacional, Dilma tem 53% dos votos válidos, contra 47% de Serra.
Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em Brasília
Arte

terça-feira, 12 de outubro de 2010

VOCÊ É MARINA? QUEM VOCÊ SERÁ NO 2º TURNO?

Você que votou na Marina no 1º Turno saberia dizer porque votou nela?
Talvez pela ética, por sua história, por não querer votar em Serra ou em Dilma?
Pois bem, você que votou em Marina agora terá que escolher: Serra ou Dilma?
Serra do PSDB, o partido mais bairrista e paulista de nossa pátria. Para eles não tem pátria Brasil, tem a locomotiva São Paulo que leva os outros "vagões" a diante.
Serra de FHC, das privatizações, do estado mínimo e do neoliberalismo.
Neoliberalismo que levou para o buraco os EUA e grandes indústrias pelo mundo todo.
Veja a história da Marina: ela é uma das fundadoras do PSDB? Não. Mas foi do PT.
Ela fez parte do governo de FHC? Não. Mas foi Ministra de LULA.
O PV pode até querer apoiar Serra, mas a história de esquerda de Marina vai falar mais alto.


Serra Presidente?


Desculpem meus amigos,mas vou votar no Serra

Canseide ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato 
demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a 
comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei 
dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na 
universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um 
desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e 
competir com essa raça.

Cansei dos bares e restaurantes lotados 
nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. 
Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza 
comprando e desfilando com seus celulares. Cansei dos estacionamentos 
sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a 
minha empregada. "É uma vergonha!", como dizia o Boris Casoy. Com o 
Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai 
instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e 
cobrar caro.

Desculpem mas Voto no Serra....

O governo 
reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de 
qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, 
agora navega, tem Orkut...Vergonha, vergonha, vergonha... 


Cansei
dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria 
(73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do
IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? 
Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um 
tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, 
vai passar férias no Exterior. É o fim...

Também cansei dessa 
coisa de biodiesel, petroleo do pré-sal, de agricultura familiar. O 
caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode? 
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro 
poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de 
comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Folha, Estadão, etc.). A 
coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru
em Pernambuco. É o fim do mundo.

Vou votar no Serra. Cansei, vou
votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de 
FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. 
Basta!


Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta. ..