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sábado, 6 de agosto de 2011

Amor Prepotente

                                      



Eu amo a minha amada que me ama tanto
Que devido aos seus encantos, encantou o meu amor.
Que no primeiro olhar se apaixonou e desassossegou
Suspirou, suou e me beijou intensamente sem tocar os meus lábios.
Este amor que do nada se alarmou incendiou o meu viver
Que mudou o meu destino e desfez os meus sonhos
Tornando-os realidade, dando-lhe novos rumos e uma nova vida.
Os amores de outrora não passaram de uma paixão,
Este amor de agora, transformou-se numa imensidão.
Um amor intenso, que preencheu o meu ser,
Que alimenta a minha existência e me faz prevalecer.
Eu amo a minha amada que me ama tanto
E sei que sem mim, também não conseguirá sobreviver.


Autor: Raul Nogueira Nogstory
Twitter: @nogstory / Email: nogstory@gmail.com

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Escritor, o feiticeiro das palavras

Ricardo Gondim

O escritor é desalmado que ciranda com sentimentos alheios. Para escrever de verdade, nunca considera os danos que possa causar. E quando pensa no bem que espalha, imagina-se incapaz.
O escritor é doído.  Não conheço nenhum que nunca apanhou de mentores, professores, gramáticos. Esmagados no cadinho do sofrimento, muitos passaram fome; conhecem as bordoadas da vida. Quem não se vale do próprio sangue para desenhar palavras, produz textos insípidos e inodoros. Texto parido sem dor é pinto de incubadora.
O escritor é desvairado. Suas divagações, personagens e mundos não passam de maluquices; mas que maluquices! De onde vem a imaginação que o faz delirar? No transe, enxerga o imperceptível, navega no mistério, descreve o insólito, adensa o intangível. Quem lhe deu faro fino para narrar, com precisão, as contradições na alma humana? Por que suas estórias parecem histórias?
O escritor é porta-voz do sobrenatural. Impossível não suspeitar que por detrás dos melhores textos não haja pacto escondido, eleição misteriosa. Todo o escritor é possesso.  Forças estranhas, aliás, estranhíssimas, o dominam. Esse deve ser o motivo de tanta perseguição aos livros. Ele canaliza uma força que amedronta os amantes do poder. Os livros queimados, os "Nihil Obstat”, os “Imprimatur", atestam o medo dos opressores diante da página impressa, copiada, datilografada, mimeografada, digitalizada, faxeada ou imeilizada.
O escritor é solitário. O lugar de trabalho já o torna asceta, anti-social. Diante do teclado, vira parente de faquir, trapista, anacoreta. Enquanto produz, não considera seu deserto uma privação. Ele adora o silêncio, vive a reclamar dos dias ensolarados e alegra-se com nuvens escuras. Viciado em letras, tudo vira desculpa para trancafiar-se. Ninguém deve se melindrar com escritor de resposta monossilábica. Geralmente, o escritor não tolera alongar conversa.
O escritor é hipnotizador. Seu poder de sedução supera os encantadores de serpentes . Também mágico, consegue ludibriar até crítico literário. Podem xingar qualquer escritor de "bruxo que enfeitiça com palavras" e ele vai considerar elogio. Também não se ofende quando tratado de "padeiro que transubstancia sua carne em pão". 
O escritor é profeta. Docente do céu, interprete de oráculo divino, ele se esmera em construir pontes entre dois mundos: este, empoeirado, e o que transcende, eterno.
Mesmo quando escreve na areia, suas palavras nunca passarão - alguém vai talhá-las nas tábuas do coração.
 Soli Deo Gloria.
25-07-11


terça-feira, 26 de julho de 2011

O Vaso e Deus (Diálogo)


Hoje vivenciei uma experiência sublime. Vi um diálogo de Deus com um vaso. O vaso chorava, suplicava e questionava a Deus o porquê de tudo. Então Deus lhe respondeu:
- Vaso, você veio do pó da terra. Para que fosse possível ti moldar EU derramei sobre você a água da vida, pois só a água seria capaz de dar liga o suficiente para passar pelo processo da vida.
- Eu sei Pai, a dureza de meu coração e as imundícies me impedia de chegar a ti. Mas era necessário todo esse processo?
- Sim, Vaso. As pequeninas pedrinhas que se encontravam em seu caminho não permitiam que você passasse pelo triturador de Deus. Por causa delas você passou uma, duas e mais vezes pelo mesmo caminho.
- Sei.
- Você sabia, mas não entendia. Por vezes, até resistia. Neste momento, eu ti deixava descansar. Descansou uma vez, duas e três vezes. Mas não se livrava das impurezas.
- Sofri muito nesse momento. As minhas limitações não me permitiam enxergar além.
- Pois então, foi neste momento que percebi a necessidade de tocar em você. Como oleiro comecei a ti amassar com minhas próprias mãos.  Foi necessário dar - ti uma nova forma. Lembra quando disse: “Eu destruirei este santuário edificado por mãos humanas e, em três dias, construirei outro, não por mãos humanas”? (Mc 14:58)
- Claro, só não entendia como.
- Pois então, por três dias você foi provado e passou pelo fogo consumidor. As impurezas que ainda restavam foram purificadas e exterminadas. Você estava pronto.
- Sim, agora estou sensível a voz do Senhor. Tenho as marcas de suas mãos. Suas digitais fazem parte de minha vida.
- Mas Vaso, não se esqueça, vigie, ore, medite em minhas palavras. Pois, o cair é do homem, mas o levantar é de Deus. Sempre estarei aqui para ti auxiliar, confortar e consolar. E caso caia, não se desespere. Se humilhe e retorne ao pó da terra, somente assim será possível uma restauração.
O vaso olhou para Deus, agradeceu e prosseguiu em seu caminho. Sua missão era ser usado por uma mulher para derramar o óleo nardo sobre Jesus Cristo, o Salvador.

Autor: Raul Nogueira Nogstory
Twitter: @nogstory / Email: nogstory@gmail.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

INCERTEZAS


Agora são trinta minutos de um novo dia! Não sei o que vai ser ou como vai terminar, mas é um novo dia! O momento é de reflexão, inquietação e desassossego. A certeza que eu tinha, não tem mais. As dúvidas que nasceram me levam há um mundo de insensatez e de incertezas. O que faço ou o que devo fazer?
As encruzilhadas da vida ou das armações da morte me atormentam. Vida que não parece vida, que não proporciona a felicidade ou mesmo a certeza de uma vida medíocre. Acha-se sempre que um dia vai chegar, prevalecer e concluir. Apenas acha-se. Eu pensava que sabia e compreendia a vida do jeito que ela é. Não sei. Não tenho certeza que as sementes que plantei vão germinar, crescer e florescer. Sequer sei se as sementes que plantei são frutíferas ou ervas daninha, e de fato o que elas vão gerar. Portanto, se não sei o resultado final de minhas ações, qual vai ser o fim de minhas reflexões?
O mundo nos proporciona poucas certezas e diversas frustrações. A pouca certeza que tenho é a de viver o agora e o momento, a de respirar e apenas sonhar. A outra é a de quase chegar. Chegar próximo dos sonhos e num breve instante imaginar. A outra certeza que tenho é a da morte, sei que um dia ela vai chegar. Às vezes, ela chega primeiro para a alma ou mesmo o desejar viver, mas o fim é a certeza de que um novo dia nunca mais vai chegar.
O poeta Salomão diz que o homem não sabe à hora, pois “Tudo lhe está oculto no futuro” (Eclesiastes 9).  Mas que futuro, se sequer saberemos se vamos estar lá? Das incertezas que tenho que são várias, até posso a Deus questionar. Mas, se não tenho certeza que vivo como Deus pode se aproximar? Se não temos certeza daquilo que vimos e ouvimos, como podemos ter certeza daquilo que às vezes sequer sentimos?
Enfim, não sei o que dizer, o que pensar e o que fazer. Minhas inquietações continuam, o desassossego perdura e me incomoda. As incertezas me levam à diante, na esperança de um dia obter as respostas necessárias às minhas indagações. Neste momento, a única certeza que tenho é do último instante, porque do passado qualquer um pode se apropriar.

Autor: Raul Nogueira Nogstory
Nogstory@gmail.com / Twitter: @nogstory

sábado, 2 de julho de 2011

A Morte

O que é a morte? Uma vida sem alma ou uma alma sem vida?
O que é a vida? O interregno da morte ou a supressão do amor?
Houve tempo que se morria por amor
Que cuidava do cadáver na morte para aliviar sua dor
Que rezava pela alma para que ascendece sem pudor
Há pessoas que nascem inúteis e insonssas
e que chegam ao fim da vida sem sentir dor.
O medo da morte está na vida
desgarrada, intensa e sem valor.
Para uns na morte chega com a vida,
Para outros a vida termina com a morte.
Diz o poeta que a morte e vida é Severina
Dura, angustiante, aflita e quase sem alma.
Qual é a sua sina? A morte ou vida severina?
Oh! Morte porque nos impõe o seu horror?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Hipocrisia


HIPOCRISIA

O século XXI é a sociedade da hipocrisia. Se antes, o ser humano manifestava seu ódio e intolerância diante do "primitivo", do "estranho" ou do "desconhecido". Hoje, não mais. Temos a máscara da hipocrisia. No dicionário hipocrisia significa "Fingimento de bondade de ideias ou de opiniões apreciáveis" e "Devoção fingida".
Muitos se dizem tolerantes, solidário, compreensivo e amigo de todos. Não são preconceituosos, são ecléticos e democráticos. Respeitam e aceitam o outro, as coisas e as emoções do próximo.
Contudo, no seu íntimo, nas suas entranhas e no seu mundinho manifestam o mais puro ódio àqueles que são seus opostos. Não comungam com as suas idéias? É um imbecil. Não convivem em sua "tribo"? Não sabem curtir o que é bom. Não compreende a sua linguagem? Não é inteligente o suficiente para fazer parte de seu mundo. Não compartilha os mesmos sonhos? Não passam de derrotados.
Hoje, a sinceridade está na mídia, na política, na violência e nas drogas. Todas elas expressam a verdadeira face do homem, do extremo das emoções e da miséria humana.
A sociedade atual precisa de ser impactada pela verdade, pela ética e uma moral sem mentiras, falsidades e fingimentos. A verdade dói, mas somos uma sociedade hipócrita! É preciso apagar esta página branca (ou negra?) de nossa história, e reescrever uma nova jornada fundamentada na VERDADE, doa a quem doer!

Autor: Raul Nogueira Nogstory
Email: nogstory@hotmail.com

domingo, 5 de junho de 2011

Heróis de Verdade! (Bombeiros do RJ)

Somos heróis!
Heróis do fogo, das alturas e do mar*,
Homens e mulheres que se arriscam em defesa da vida
E da preservação da natureza e da beleza de amar.

Somos heróis!
Treinamos exaustivamente nas águas e nas montanhas
Enfrentando as chamas da insensatez,
Com o simples desejo de vidas salvar!

Somos heróis!
Heróis para as crianças,
E esperança daqueles que sofrem na pele a dor,
E clamam o socorro e conforto do amor!

Somos heróis!
Heróis sem reconhecimento e que por força do regulamento,
Somos obrigados a sofrer o dor calado
Diante de um governo sem pudor.

Somos heróis!
Ao vivermos sem dignidade, dependentes,
Escravizados, humilhados e agora “vândalos”
Por expormos nossas aflições.

Somos heróis!
Porque doamos nossas vidas,
Porque salvamos vidas!
E não somos reconhecidos por ninguém!

Devaneios:
*Homenagens aos "Heróis do Fogo" do Estado do RJ que, mesmo diante da desvalorização, suportaram calado tamanha aflição e dor.
* A palavra "mar" refere-se aqui a imensidão das águas do nosso Brasil varonil.
* Repúdio a hipocrísia de uma sociedade que tem o governo que merece, que se omite e se cala diante de tanta imposição.
* Vivemos numa ditadura democrática em que o imoral faz uso da lei em defesa da razão.