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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ser humano...

Ser humano, eis a questão!
racionalismo, sentimentos e emoções.
Ser que chora, se alegra
e perde a razão.

Ser concebido, desventurado...
que ao longo da vida
reencarna costumes e tradições.

Ser humano do século XXI:
globalizado, interligado
e virtualizado.
Contudo, sem referência
Relativizado e individualizado.

Ser o quê?
se abrimos mãos dos princípios da ética,
da herança e da religião?
Ser hoje não importa mais...
Afinal, ter é a única motivação.


Autor: Raul Nogueira Santos Filho
Twitter: @nogstory
E-mails: nogstory@gmail.com / nogstory@hotmail.com

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tragédia de Realengo... uma desesperança!

 O significado da palavra tragédia nos reporta ao mundo grego de outrora, em que peças de teatro eram produzidas para entretenimento, mas que durante seu enredo, um de seus personagens encontrava um funesto fim. Portanto, um gênero artístico trágico. 
Há muito tempo, em virtude da globalização e da Internet, as representações teatrais trágicas tem se tornado verdade, e neste dia 07 de Abril, se tornou realidade no bairro de Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Brasil. Onde Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, um jovem esquizofrênico,  portando 02 revolveres e muita munição, alvejou vários estudantes numa escola pública, tirando a vida de 12 adolescentes, sendo 10 garotas e 02 garotos, e ferindo gravemente outras 11 crianças, portanto um saldo de 24 vítimas.
Diante de tudo isto, é preciso que nós, seres humanos, individual e coletivamente, venhamos refletir sobre o que somos, sobre o que queremos ser e a sociedade que queremos ter. Até quando poderemos bradar que somos seres inteligentes, racionais e civilizados? 
Se somos seres sociais, por onde anda o instinto de sobrevivência coletivo? Porque nos tornamos tão intolerantes com os outros? Porque perdemos a essência do comunitarismo e da solidariedade humana?
As vezes, chego a pensar se essas tragédias, são realmente resultados da psicose, da esquizofrenia ou loucuras de alguns ou mesmo resultado  de nossa insensibilidade com o outro, com a natureza ou contra as culturas diversas deste nosso mundo.
Enfim, é um momento para não só chorarmos pelos entes queridos, amados e inocente que se foram. Mas, momento de repudiarmos todo ato intolerante, gritar pela liberdade da paz, pela tradição pura e natural do amor.
É preciso manifestar a bondade, a ética humana sem restrição, a religiosidade e a pureza das tradições. Viva em comunidade, viva em família e viva em paz!
Não vamos permitir que atos como de Realengo se torne uma verdade, tradição e realidade na nossa sociedade e no nosso Brasil.
Seja você um promotor da paz! Denuncie a violência e não aceite a intolerância!
Oremos!


Autor: Raul Nogueira Santos Filho
Twitter: @nogstory; e-mails: nogstory@gmail.com e nogstory@hotmail.com

Insubstituível!

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível" .

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?


- Tenho sim.

-E Beethoven ?

- Como? - o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.....

O funcionário fala então:

- Ouvi essa história esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Renato Russo? etc...

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'erros/ deficiências' ..

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . .. apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:... . Ninguém ... pois nosso Zaca é insubstituível"

Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... com toda certeza ninguém te substituirá!

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."

"No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é..., e outras..., que vão te odiar pelo mesmo motivo..., acostume-se a isso..., com muita paz de espírito. ...". É bom para refletir e se valorizar!


Um boa semana, vocé é insubstituível!

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Poemas de Elen Capesi

[Saudade]
Hoje ao me olhar no espelho...
Só o que vi foi nostalgia.
Acordei sentindo saudades.
De tempos remotos,
De momentos recentes,
Saudade até do que não vivi.
De pessoas e de lugares,
De aromas e de sabores...
Saudades de olhares,
De sorrisos...
Sinto falta de transparência, de sinceridade.
De quando eu acreditava...
De cafuné de um amigo,
De um sorriso inocente,
E de abraço apertado!      
                  
   ******
[Presente]
Dia desses um amigo sem querer se aprofundar no assunto, me disse:
Jogue no lixo o termômetro de medir seu temperamento.
Apenas viva suas variações de humor, sua inconstância,
Sua ânsia por estar só...
Sua carência de abraço e atenção!
Afinal, cada momento, inclusive este que gasta lendo essas palavras
Nunca mais se repetirá.
                                    
Elen Capesi

Obs:
1º. Elen Capesi é uma amiga que aprendeu a transformar as palavras em verbos. 
        Seus cantos tornam-se encantos, e suas letras em magias.
2. Tomei a liberdade de intitular.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Chuvas de lágrimas inundam o Sul de Minas e Região Serrana do Rio de Janeiro

            Desde o último dia 11 de Janeiro, o Brasil e o mundo acompanham as notícias sobre a tragédia causada pelas chuvas que desabaram sobre a Região Serrana do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. As chuvas dizimaram centenas de homens, mulheres e crianças. Famílias inteiras tiveram seus sonhos, suas conquistas e projetos interrompidos no piscar de olhos.
É enternecedor ver o rastro de destruição deixado pelas chuvas: casas, mobiliários, roupas, brinquedos, carros e outros objetos. Agora, tudo não passa de lixo e montanha de destroços. As imagens de hoje reportam-nos num ambiente apocalíptico e de pós-guerra.
Entretanto, estas não são, e não serão, as maiores e piores perdas. Triste mesmo é ver, ouvir e interpretar o sentimento de dor, de perda e de abandono daquelas pessoas que perderam seus entes queridos. A esposa que aquecia o esposo e afaga seus filhos; o esposo que amava sua esposa e provia o sustento do lar; os filhos que na sua movimentação diária alegravam a casa. Todos não estão mais ali, somente a solidão, o soluço e as lágrimas. Lágrimas que inundam os corações dos feridos, dos amigos e de um país chamado Brasil.
Agora não é hora de julgarmos ou procurarmos os culpados. É hora de sermos solidários, companheiros, conselheiros e confortadores. Somente Deus será capaz de proporcionar aos órfãos, as viúvas e viúvos a verdadeira e única paz que precisam, e assim secar este torrencial de lágrimas. Oremos.

Autor: Raul Nogueira Santos Filho.
E-mail: nogstory@gmail.com / nogstory@hotmail.com / Twitter: @nogstory

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Primeira Lição de 2011!

"Ser ou não ser eis a questão?" Embora esta frase tenha sido dita por Willian shakesperare no século XVI ela se adequa à nossa época e, principalmente, as questões existenciais humanas do século XXI. Hoje, ao mesmo tempo em que se acredita na relatividade das coisas, também se acredita na especialização das ações. Ou seja, você até pode não ser, mas caso venha se especializar em algo, até que pode "ser" alguma coisa ou alguém. É complexo este entendimento, mas diante de tanta informação e contra-informação, é possível compreender o que digo.
"Ser" hoje já não é mais o problema, mas "TER" torna-se a questão primordial de nossos dias. Para algumas pessoas TER casa, trabalho, família, dinheiro, bens, razão, informação, conhecimento, ou elacionamento nos faz melhor ou pior do que o outro. Embora seja a moda, isto não quer dizer que o TER é melhor do que o SER.
Àqueles que se apegam às coisas sempre vão dar razão que TER é mais importante que o SER, mas a história nos mostra que SER é verdadeiramente o que importa, pois a matéria se corói ao longo do tempo e da memória, mas o SER permanece através das vidas das outras pessoas. Quando se É de verdade, você se faz nas vidas de outras pessoas, seja filhos, conjugê, familiares ou amigos.
Caso você esteja nesta encruzilhada: entre o SER ou TER. Decida-se logo! Você até pode escolher TER ao invés de SER, mas não se esqueça que quando tudo acabar, sua vida e sua história também acabou. Agora, caso escolhar SER, lembre-se que LEGADO estará registrado eternamente!

domingo, 24 de outubro de 2010

Brasil: Cidadania e analfabetismo. Leia!

Eleição de Tiririca expõe Brasil dos analfabetos Apesar de o país abrigar um contingente de 14,1 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, projetos para acabar com essa triste estatística não tiveram espaço nos programas dos candidatos
Envergonhada, a diarista Luzia Silva de Araújo, de 53 anos, olhava para todos os lados ao entrar na seção de votação e ficava aliviada quando não avistava outros eleitores. Dos mesários, não dava para escapar. Eles descobririam de qualquer maneira quando ela assinasse o caderno de presença com o dedão. “Ser analfabeta é humilhante. Eu tentava esconder isso na hora de votar”, diz. Ela espera deixar o status em breve, mas, por enquanto, integra o batalhão de 14,1 milhões de brasileiros iletrados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 (Pnad). O contingente é maior do que a população de países como Portugal, Bolívia e Bélgica. Mas o tamanho do antigo problema não foi suficiente para ganhar espaço nas propagandas de televisão e rádio dos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e só ganhou destaque nas eleições quando o palhaço Tiririca (PR-SP), eleito deputado federal mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, foi apontado como analfabeto pelo Ministério Público.

Enquanto a polêmica sobre a diplomação ou não de Tiririca como deputado ganha as ruas, o analfabetismo como problema social ainda não foi citado em debates televisivos no segundo turno. Entre os concorrentes à Presidência, o tema foi brevemente tratado no primeiro turno, quando Marina Silva (PV) comentava que não sabia ler até os 16 anos. Nas poucas vezes em que foram questionados pela então candidata, Dilma e Serra não se aprofundaram em propostas, limitando as respostas ao “vou investir em educação”. Quase esquecido pelos adversários, o mundo dos analfabetos diminui a passos lentos. Em relação a 2008, o índice do ano passado mostra redução de apenas 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetos com mais de 15 anos.

Se depender da velocidade de queda na taxa, o cumprimento das metas para o fim do analfabetismo no país exigirá esforços extras. Segundo acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2015 o Brasil deverá ter 6,7% de iletrados. Mas, se o ritmo de redução dos últimos anos for mantido, em 2015 o país ainda registrará 7,9% de analfabetos. Há ainda outra meta: o Plano Brasil 2022, do governo federal, prevê que o problema social esteja erradicado em 2022. Mas especialistas da área não acreditam que a conquista seja comemorada no prazo e alertam que o resultado dependerá de mais investimento na área. “Se não houver mais compromisso e seriedade dos gestores, só a biologia se encarregará em acabar com os analfabetos. Ou seja, quando eles morrerem, teremos estatísticas melhores. É uma vergonha”, comenta o senador Cristóvam Buarque (PDT).

O fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode receber a amarga notícia para os petistas de ter avançado menos do que a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no combate ao analfabetismo. Em 1995, primeiro ano do tucano, havia 15,6% de iletrados no Brasil, segundo a Pnad. O ex-presidente terminou o mandato em 2002 com 11,8%, registrando queda de 3,8 ponto percentual em oito anos. Já no começo do governo Lula, em 2003, o país tinha 11,6% de analfabetos. O último levantamento, em 2009, apontou 9,7%. Em sete anos de PT, o índice caiu 1,9 ponto percentual.

Comparação

A lenta redução coloca o Brasil entre os piores índices percentuais de analfabetos da América Latina. Segundo estatísticas da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), de 2005, quando havia 11,1% de iletrados no Brasil. O país estava atrás de países mais pobres, como Barbados, Belize, Paraguai e Trinidade e Tobago, em números de alfabetizados. E, se as taxas de outros países se alteraram pouco, possivelmente a posição brasileira no ranking não deve ter melhorado com a queda nos últimos anos. Em 2005, o Peru estava à frente do Brasil com 8,4%. Cinco anos depois, o país continuaria atrás, com 9,7%.

A alfabetizadora da rede municipal de ensino de Belo Horizonte Roselene Ferreira, integrante da coordenação do EJA na Escola Municipal Deputado Milton Salles, acrescenta que a alfabetização deve ser vista como processo emancipatório. “Antes o analfabeto era visto como incapaz. Hoje é observado como um sujeito com amplo conhecimento que deve ser ampliado”, diz. A aluna Mônica Márcia, de 39, faz parte do grupo do colégio e vibra com os primeiros avanços. “Já sei escrever meu nome, mas ainda tenho de me esforçar.”

Amanda Almeida - Estado de Minas
Publicação: 24/10/2010 07:05 Atualização: 24/10/2010 07:16