As
ruas da infância deixaram saudades
Lugares
de encontros e desencontros
Do fogo
acesso para esquentar a alma
Da conversa
fiada jogada fora
Sem maldade
e as violências de agora.
Dos olhares
surgiam os encantos
Das
brincadeiras as amizades eternas
Das ausências
o choro aguado
E os
abraços verdadeiros sem fingimentos
Por
anda o sossego e os desassossegos de outrora?
As ruas
de agora não deixam saudades
Das
ruas largas, violentas e sem brilho
Hoje
rompe o medo e as aflições
As ruas
de agora cheiram a maldade
Impera
o silêncio e os desencantos
Marcam
as famílias e suas almas
Sem
antes geravam vidas,
As
ruas de agora não fazem sentido.
http://www.recantodasletras.com.br/autores/RaulNogueira

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